Série completa: 6 sinais em 8 minutos · 8:17

6 sinais que merecem investigação: zumbido em um ouvido, rosto mudando, convulsão no adulto

Seis sinais que, isolados, parecem comuns — mas em combinação merecem investigação. Nesta série, o neurocirurgião Dr. Erion Junior de Andrade explica, em cerca de um minuto cada, o que pode estar por trás de: zumbido ou perda de audição em um ouvido só; anéis apertados, pé maior e rosto mudando; ganho de peso, pressão alta e diabetes juntos; sintomas neurológicos novos em quem trata um câncer; primeira convulsão na vida adulta; visão fechando com sede constante e dor de cabeça.

Capítulos

  1. 0:04Zumbido ou perda de audição em um ouvido só: pode ser schwannoma vestibular?
  2. 1:17Anéis apertados, pé maior, rosto mudando: sinais de acromegalia
  3. 2:34Ganho de peso, pressão alta e diabetes juntos? Pode ser doença de Cushing
  4. 4:14Câncer pode ir para o cérebro? Metástase cerebral: sinais e tratamento
  5. 5:39Primeira convulsão na vida adulta: sinais de glioma que merecem investigação
  6. 6:47Visão fechando, sede constante e dor de cabeça: sinais de craniofaringioma

Transcrição

Então, zumbido ou perda de audição em apenas um ouvido merece atenção. Isso, é claro, não quer dizer que seja um tumor, mas quando a gente percebe que um ouvido fica diferente do outro, audição mais abafada, um zumbido, e isso associado a uma alteração no equilíbrio, uma das causas que a gente precisa excluir é o que chamamos de schwannoma vestibular, que é um tumor geralmente benigno que nasce de um dos nervos do equilíbrio.

E, no geral, ele nasce entre o ouvido interno e o cérebro. E ele costuma crescer bem devagar, e por isso, muita gente acha que é só um zumbido, é coisa da idade ou até mesmo só estresse. E a boa notícia é que nem todo schwannoma vestibular precisa de cirurgia. Alguns casos a gente pode simplesmente acompanhar com ressonância magnética, já outros a gente tem que fazer algum tipo de tratamento, que pode ser feito ou com microcirurgia ou com radiocirurgia.

Então, dependendo do tamanho da lesão, da audição do paciente e também dos sintomas que o paciente apresenta. O segredo é descobrir cedo. Eu sou o Dr. Erion Junior de Andrade, médico neurocirurgião. E se um ouvido está diferente do outro, procure avaliação. Então, por isso, salve esse vídeo e pode marcar alguém que vive reclamando de zumbido ou perda de audição em ouvido só. Você percebeu que os seus anéis começaram a ficar mais apertados nos dedos?

Seu pé ficou grande demais por aquele sapato? Ou mesmo suas feições faciais acabaram mudando com o tempo? Pode parecer um detalhe, mas isso na verdade pode ser uma condição que a gente chama de acromegalia. A acromegalia acontece pelo excesso do hormônio do crescimento. E na maioria das vezes a causa é um tumor benigno na hipófise, que é uma pequena glândula bem no centro da nossa cabeça. E o problema é que essas mudanças no corpo acontecem muito devagar.

Por isso, quem convive com a pessoa todos os dias, muitas vezes nem percebe essas alterações. Por isso, uma dica simples. Pegue uma foto sua de 10 anos atrás e compare com agora. Se percebermos mãos e pés maiores, traços do rosto mais fortes, dentes se afastando, suor excessivo, alterações de sono, dor de cabeça e formigamento nas mãos, além de aumento da pressão arterial e um diabetes que começou do nada, são pistas importantes.

E isso importa porque, com o tempo, o problema não é só estético. A acromegalia vai causar uma sobrecarga no coração e no sistema circulatório como um todo. Isso altera a pressão arterial, o sono e todo o metabolismo. Então, por isso, se você percebe qualquer uma dessas alterações que a gente falou, procure um endocrinologista. Ganho de peso, tanto no rosto quanto na região abdominal, piora da pressão arterial, associado à diabetes.

Isso tudo junto com o surgimento de estrias mais roxas pelo corpo e fraqueza para pentear os cabelos ou subir as escadas. E tudo isso, aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo, pode ser causado não só pelo estilo de vida. Uma causa possível é o que chamamos de doença de Cushing, que é uma doença, na verdade, de excesso do nosso hormônio do estresse, que chamamos de cortisol, que, em geral, é causada por um adenoma ou um tumor benigno na hipófise, uma glândula pequena que fica na base do cérebro.

Esse pequeno tumor produz ACTH em excesso, que leva as glândulas suprarrenais a produzirem excesso de cortisol, que é o nosso hormônio do estresse. O problema é que essa mudança vai se desenvolvendo aos poucos e, por isso, as pessoas vão tratando de maneira separada a pressão, o diabetes, o peso, alterações de humor e o diagnóstico de estresse. O diagnóstico correto pode demorar anos. O outro sinal é o rosto ficar mais arredondado, surgimento de hematomas fáceis pelo corpo, também fraqueza muscular, dificuldade de pentear o cabelo, alteração menstrual, fadiga e também alterações de humor.

A boa notícia é que, na verdade, a doença de Cushing não só necessita de tratamento, como tem um tratamento. E, no geral, a cirurgia endoscópica endonasal, ou seja, pelo nariz, tem sucesso no tratamento dessa lesão. Então, meu nome é Erion Junior de Andrade, médico neurocirurgião, especialista em cirurgia da base do crânio. E, se você tem essa combinação de sintomas, procure um endocrinologista. Compartilhe esse vídeo, porque esse é um diagnóstico que demora demais para aparecer.

Câncer de outros lugares do corpo pode ir para o cérebro? Pode. E muita gente não sabe disso. Alguns tumores que aparecem no cérebro, na verdade, não nasceram lá. Eles vieram, na verdade, de outros órgãos, como pulmão, mamas, intestino, rins ou até da pele. E esses tumores são chamados de metástases cerebrais. Os sintomas que esses tumores causam dependem muito da área atingida, podendo ser uma nova dor de cabeça que o paciente apresenta, fraqueza ou formigamento do lado do corpo, alterações na fala, alterações na visão, confusão mental ou convulsões.

E o ponto mais importante é esse. Se a pessoa já trata algum câncer e existe o aparecimento de qualquer sintoma neurológico novo, isso precisa ser investigado. Não é para esperar meses. E na maioria das vezes, o exame-chave é a ressonância do cérebro. A boa notícia é que hoje existem várias opções de tratamento. Cirurgia, radiocirurgia, radioterapia e tratamentos oncológicos específicos, incluindo imunoterapia e terapia-alvo.

A decisão vai depender do tipo de câncer, do número de lesões, dos sintomas que ele apresenta e também da condição geral do paciente. Eu sou o Dr. Erion Junior de Andrade, neurocirurgião, especialista em tumores cerebrais e sintoma neurológico novo em quem tem câncer merece uma avaliação criteriosa. Uma convulsão, pela primeira vez na vida adulta, nunca pode ser ignorada. E também fique atento a uma dor de cabeça nova ou aquela que vai piorando com o tempo.

Fraqueza de um lado do corpo, alteração na fala, alterações visuais ou mudança de comportamento percebida pela família. Então, esses sinais não significam automaticamente tumor. Mas uma das causas que a gente precisa excluir é uma lesão primária do cérebro, que chamamos de glioma cerebral. Os gliomas são tumores que nascem do cérebro. No caso das células de suporte do cérebro, que chamamos de células gliais. Existem gliomas que crescem mais devagar.

E existem formas mais agressivas, como o glioblastoma. E os sintomas dependem muito de qual região do cérebro for afetado. A gente começa a investigação, geralmente, com uma ressonância. E o tratamento dessas lesões pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. E sempre com uma equipe multidisciplinar. Eu sou o Erion Junior de Andrade, médico neurocirurgião. Primeira convulsão no adulto. E qualquer déficit neurológico novo e progressivo não deve esperar.

Salve esse vídeo e compartilhe com sua família. Porque reconhecer os sinais pode antecipar a investigação. Alterações do campo visual, ou seja, parece que a visão começa a fechar, associado à sensação de sede constante, perda urinária e também dores de cabeça progressivas, vários sintomas diferentes que, na verdade, podem acontecer ao mesmo tempo em um tumor que a gente chama de craniofaringioma. Um tumor que a gente geralmente classifica como benigno, olhando no microscópio, mas fica em uma das regiões mais delicadas e nobres do cérebro.

Basicamente, ao redor da hipófise, os nervos da visão e regiões que chamamos de hipotálamo. Essa pequena região, na verdade, controla nossa visão, nossos hormônios, fome, sede, temperatura, nossa memória e também muito da nossa cognição. Por isso, mesmo se tratando de um tumor de crescimento lento, ele pode causar diversas alterações, tanto hormonais quanto visuais. O diagnóstico costuma envolver a ressonância magnética, uma tomografia computadorizada, exames hormonais e uma avaliação oftalmológica.

O tratamento dessas lesões geralmente envolve cirurgia. Que pode ser tanto uma via transcraniana quanto pela via endoscópica endonasal, ou seja, pelo nariz, em casos selecionados. Em alguns casos, radioterapia. O acompanhamento, em geral, é multidisciplinar, envolvendo tanto neurocirurgia, quanto endocrinologia e oftalmologia. Eu sou Erion Junior de Andrade, médico neurocirurgião, e por isso, sede exagerada com alteração visual progressiva merece investigação.

Transcrição revisada a partir das legendas. Conteúdo educativo: não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento individualizado.

Publicado em 25/08/2026 · Assistir no YouTube