Tumores de hipófise geralmente são benignos, mas podem afetar visão e hormônios. Quando há compressão do quiasma óptico, a decisão muda. Neste artigo, o Dr. Erion explica quando operar, quando tratar clinicamente e o que levar para a consulta.
Tumores de hipófise, especialmente adenomas, costumam ser benignos. Mesmo assim, podem causar impacto importante por dois caminhos: produção ou falta de hormônios e compressão das vias visuais, principalmente do quiasma óptico.
Como a visão pode ser afetada?
Quando um macroadenoma cresce para cima, pode comprimir o quiasma óptico. O sintoma clássico é perda de campo visual, muitas vezes percebida como dificuldade para enxergar nas laterais. Algumas pessoas notam tropeços, dificuldade para dirigir ou leitura mais cansativa.
- Campimetria visual ajuda a medir a perda de campo.
- Ressonância mostra relação com quiasma, cavernoso e seio esfenoidal.
- Dosagens hormonais definem se o tumor é funcionante ou não.
- Avaliação endocrinológica é parte central do plano.
Quando operar?
Cirurgia costuma ser indicada quando há compressão visual, crescimento com efeito de massa, apoplexia hipofisária ou tumor funcionante que não responde ao tratamento clínico adequado. Em muitos casos, a via transesfenoidal endoscópica permite acessar a hipófise pelo nariz, sem cortes externos.
Prolactinomas são uma exceção importante: muitos respondem bem a medicação e não precisam de cirurgia inicial. Por isso, operar todo tumor de hipófise seria uma simplificação perigosa.
O que levar para segunda opinião?
- Ressonância de sela túrcica com contraste.
- Campimetria visual, se houver queixa ou compressão do quiasma.
- Prolactina, cortisol, ACTH, GH/IGF-1, TSH/T4 e outros exames solicitados.
- Relatório da endocrinologia e tratamentos já tentados.
A boa decisão em tumor de hipófise integra neurocirurgia e endocrinologia. A pergunta não é apenas se existe tumor, mas se ele ameaça visão, se produz hormônio, se responde a remédio e qual abordagem tem melhor equilíbrio para aquele caso.
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